quarta-feira, 16 de maio de 2012

Redes Sociais... Me rendo.



Vários foram os fatos marcantes da minha vida, e hoje gostaria de contar um que mostra que o mundo, em sua essência, não muda.

Não muito tempo atrás os caixas eletrônicos não existiam e a chegada desta tecnologia trouxe algumas dúvidas para a sociedade. Uma muito considerável, foi relacionada a questão de empregos. Caixa de Banco, era uma carreira cobiçada, ainda mais se fosse do Banco do Brasil. Atender os clientes que precisavam pagar contas, sacar dinheiro ou, pasme, emitir um extrato, dependia de um treinamento fora do normal em informática. Mas neste momento me fixo em outra dúvida, não menos importante, relacionada a operação em si das "geringonças".

Lembro-me que ir ao caixa eletrônico sacar dinheiro ou emitir um extrato era considerado um evento. Em uma ocasião, um tio "rico", sim, só rico tinha conta em banco, pediu para a esposa sacar um dinheiro no caixa eletrônico para pagar algumas contas. Inclusive poderia sacar um pouco a mais para com este excedente comprar um delicioso sorvete. Pedi para ir junto, não perderia esta oportunidade. Curioso que sempre fui, não estava interessado no sorvete, mas em saber como funcionava um caixa eletrônico.

Na noite anterior, uma "reunião". Explicações sobre o funcionamento da máquina. Criação de um pequeno manual, tudo certo.

No dia seguinte, vestimos roupas de "ir para o Centro (da cidade)", pegamos o ônibus e finalmente chegamos em frente ao banco. Meus Deus, quanta emoção. Eu nunca tinha entrado num banco, e muito menos operado um computador. A coisa mais legal que eu tinha feito em termos de "informática" era datilografar alguns textos na casa de uma amiga abastada.

Enquanto minha tia se preocupava em sacar o dinheiro, cuidando para que outras pessoas não vissem a quantia, eu me preocupava em mostrar para as outras pessoas que aguardavam, que éramos pessoas importantes, afinal tinhamos conta em banco, éramos "ricos", rsrsrs.

Não deu outra. Ela não conseguiu sacar. Operar um caixa eletrônico realmente era algo muito difícil, pelo menos para ela... Um auxílio de uma funcionária do banco foi o suficiente para que tudo ocorresse como o planejado. Estranho não? Durante muito tempo, também achei, hoje não acho mais.

Sempre me considerei um expert em informática. Comprei meu primeiro computador em um consórcio em 20 parcelas. Tive a sorte de ser sorteado na segunda e tive minha primeira máquina, um "quatro oito meia" em uma época em que a maioria das empresas estavam comprando seus primeiros computadores. Fui um pioneiro. Mas hoje... estou atrasado.

Não participo de redes sociais e não sei como me tornar membro do blog do meu filho de oito anos. Percebi que meus colegas Josani e Ramon, além da minha cunhada Kellen, são meus seguidores no blog, mas eu não sei como fazer para ser seguidor do blog do meu filho. Acho que vou ter que chamar a funcionária do banco...

Vocês, mais jovens do que eu que estão rindo, não façam isto. Não sabem o que vem pela frente. Operar um caixa eletrônico estava para minha tia, como operar um blog está para mim. Não tenham dúvida, logo logo, surgirá algo que vocês terão de fazer um esforço enorme para dominar e que para as novas gerações será algo muito simples. Não sei explicar isto, mas sei que é assim que funciona.

Minha tia, hoje, opera um caixa eletrônico com muita facilidade. Espero futuramente, operar o meu blog e as redes sociais com a mesma desenvoltura, caso contrário estarei na contra mão do desenvolvimento normal do ser humano. Vou forçar a barra, para acompanhar a tecnologia,

Para finalizar, gostaria de dizer que fiquei surpreso com o número de acessos que tive no blog na primeira semana, tanto que resolvi escrever mais um texto antes do tempo combinado. Atribuo isto às redes sociais, minha esposa e cunhada curtiram o texto em seus Facebooks e... mais de 50 acessos. Para mim algo inimaginável. Estou quase convencido de que só terei audiência no blog se divulgá-lo em redes sociais, meu "caixa eletrônico". Por isto, conclamo a quem curtir os textos, que divulguem em seus Facebooks, sempre que eu bater o recorde de acessos, informo aqui. Se não der certo, vou eu mesmo criar o meu Facebook, me rendo!!!

Quanto ao sorvete, minha tia errou nas contas. Uma fatura estava atrasada e tinha juros. Por isto, só deu para comprar um sorvete para os dois, bem parecido com o da foto acima. Ela deu uma lambida, e quando eu fui dar a minha, ploft, o sorvete caiu no chão. Até hoje, quando lembro deste fato me dá água na boca. O único sorvete do qual me lembro foi o que não consegui comer, estranho não? Só confirma a tese de que o que é mais difícil é mais gostoso.

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