domingo, 3 de janeiro de 2016

Livros, impossível substituí-los.



Alguém pode até me chamar de ultrapassado, mas eu ainda não consegui substituir os livros por nenhuma destas "novidades" que a tecnologia nos proporciona. Não sei se isto se deve a nostalgia que é presente em minha vida quase em tempo integral e que já foi tema de diversas sessões de terapia, ou se realmente eles são insubstituíveis.

Um fato digno de nota: Somos em três pessoas em nossa casa, uma típica família dos tempos modernos, temos a nossa disposição três notebooks, um desktop, um tablet e dois smartphones, não nego que eles tomam grande parte do nosso tempo, mas também não é difícil nos encontrar (todos, inclusive meu filho de 12 anos) lendo um bom livro, fato que se intensifica nas férias.

Sou daqueles que acredita que em nossas vidas nada acontece por acaso e durante cinco anos tive a oportunidade de trabalhar em uma livraria, atribuo a isto o fato de gostarmos tanto de livros. Eu era devidamente remunerado para o ofício que exercia, mas mesmo que nenhum dinheiro tivesse ganhado, as experiências que vivi já seriam uma bela remuneração.

Participei de diversas Bienais do Livro e Convenções de Livrarias, conheci pessoalmente diversos autores, donos de editoras e de grandes livrarias, pude ver o quão difícil é trabalhar com livros no Brasil e o quanto a ganância atrapalha o desenvolvimento cultural do nosso país. Sim, pude ver isto muito claramente convivendo com os protagonistas do mundo dos livros por incrível que pareça.

Naquele período ganhei muitos livros. O objetivo era que fossem lidos para uma adequada divulgação entre os clientes da livraria onde eu trabalhava. Não dei conta de ler todos e os guardei de maneira muito inadequada dentro de caixas, por muitos anos. Nem lembrava de quantos tinha e quão relevantes eram, estava tudo escondido, o meu "tesouro". De que vale mesmo um tesouro se não podemos pelo menos vê-lo?

Agora, passados mais de oito anos, finalmente pude construir um móvel para abrigar a minha biblioteca. Entendi perfeitamente porquê algumas pessoas se negam a emprestar, vender ou doar seus livros. Organizando o meu "tesouro" fiz uma verdadeira viagem no tempo. Acessei coisas que estavam bem escondidas em meu inconsciente, foi fantástico. Mas o mais interessante foi que vi que tenho material para ler por muito tempo.

Entre os livros que estavam guardados já li dois, e destaco agora o excelente "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" do meu conterrâneo Gustavo Cerbasi.

Ganhei o livro na Bienal de 2004 e nesta época, conforme escrito na capa, o livro já estava na sua 55ª edição. Mesmo assim não me chamou atenção, achei que era mais um "livrinho" com dicas que eu, formado em Contabilidade e portanto acima da média da população no assunto de finanças, não precisava ler. Para ser sincero pensei ser um livro de autoajuda. Também pensei que o enriquecimento era uma utopia, não estava bem familiarizado com os conceitos. Deixei o mesmo guardado todos estes anos, até inaugurar a minha biblioteca.

Quando comecei a organizar meu "tesouro" em algum momento peguei na mão este livro, novinho em folha, autografado (eu não só conheci como assisti uma palestra e conversei com o autor), prontinho para ser lido e de novo pensei, "com tantos livros para serem lidos e com o tempo limitado que tenho, não será por este que irei começar" e guardei-o, desta vez pelo menos em local digno na minha nova biblioteca, para ser lido no futuro.

Mas o acaso, ops, ato falho, nada acontece por acaso, me fez conversar com duas pessoas, uma aficcionada por enriquecer, e outra já rica. O primeiro, um jovem com pouco mais de 20 anos que tem metas bem claras de quanto quer possuir em dinheiro em cada fase da vida; a outra com pouco mais de 40 anos, que começou a poupar cedo, teve disciplina e hoje já possui independência financeira. Vi que ambos eram pessoas "normais", conclui que tentar ser rico ou ser rico é algo possível para qualquer indivíduo. Me interessei pelo tema, li alguns textos em blogs especializados e lembrei que tinha guardado um livro sobre o assunto que ignorei por duas oportunidades. Botei na mala e o levei para as férias, foi o primeiro de três a ser lido, e valeu a pena.

Independente do estágio de vida em que a pessoa se encontra o livro vai ser relevante. Para mim ele teve o efeito de um "soco no estômago". Me mostrou uma realidade que eu conhecia, mas que não dava a real importância. Às vezes perdia sono pensando no futuro mas nunca fiz nada para me preparar para ele. Encarar a realidade e planejar o futuro é decisão de cada um. Saber como as coisas realmente acontecem em termos de independência financeira é a proposta do livro e isto é plenamente satisfeito nesta obra.

Importante ressaltar que enriquecer não depende apenas da vontade, disciplina e conhecimento em relação ao mercado financeiro, mas sim de uma série de fatores, isto é expresso no livro diversas vezes. Mas mesmo que tudo ocorra da forma inesperada, uma pessoa que se preparou vai conseguir enfrentar as adversidades com muito mais facilidade do que uma pessoa que não planejou sua independência financeira.

Vários paradigmas são quebrados no livro, para mim os mais relevantes são em relação aos bancos (sim, eles podem trabalhar a nosso favor) e a casa própria. Não vou descrever aqui como se deram estas quebras de paradigmas para instigar quem estiver lendo este texto a ler a obra, mas vou dizer que para mim significaram realmente uma nova forma de ver estes aspectos da vida financeira.

Por fim, um agradecimento ao meu filho Gabriel, meu grande incentivador a escrever neste blog. Ele sabe que eu gosto de expor minhas opiniões e que invento um monte de desculpas para não fazer isto. De qualquer forma ele não se cansa de me instigar e este texto só foi escrito por que ele me "cobrou" pelo menos umas cinco vezes, obrigado filho, você me inspira. Ah!! Já ia esquecendo, não me peçam o livro emprestado, tenho dois bons motivos não fazê-lo. O primeiro é que nos próximos meses vou precisar consultá-lo várias vezes para consolidar bem os conceitos e o segundo e mais importante, vou emprestá-lo para alguém muito especial lê-lo, minha esposa Andréia, afinal "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos".

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